Fatinha

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Os números de 2011

In humor on 31/12/2011 at 9:15 PM

Querido Brógui,

Compartilhando com você…
Bjs
Paz

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.500 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

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12 previsões para 2012

In humor on 31/12/2011 at 10:39 AM

Querido Brógui,

Acordei tarde hoje, perdi o despertar dos passarinhos. Tive um sonho estranho. Inspirador. Revelador. Eu diria mesmo: um tantinho assustador.

Sonhei que era véspera de Ano Novo e eu estava na fila da emergência de um hospital público, onde um atendente mal-educado me respondia com azedume às minhas perguntas. Até aí tudo bem. Normal. Hospital público, fila na emergência, atendente despreparado, eu fazendo perguntas. O anormal foi que eu saí da fila, passei por uma porta – óbvio, não ia atravessar a parede – e lá estava um salão ornamentado à moda oriental, com uma bola de cristal solenemente colocada em cima de uma mesa redonda.

Sentei-me em frente à bola mágica e vi. Vi tudo. Ou quase tudo. Vi que 12 coisas importantes aconteceriam em 2012. Uma por mês? Não sei. A visão estava meio turva e eu não estava de óculos – será que é por isso que a visão estava embaçada?

Um jogador de futebol vai engravidar uma pistoleira de cabelo pintado de louro e com escova progressiva que conheceu numa boate. Não consegui ver o nome do jogador, mas sei que ele tem origem humilde, anda de carro importado e blindado, tem como segurança um ex-policial aposentado e paga deleite pra todo mundo.

Um ministro vai ser defenestrado por suspeito envolvimento em esquema de corrupção. Nada ficará provado, mas ele será condenado a ficar nas sombras por algum tempo até a poeira baixar. Depois ele vai voltar das trevas para nos assombrar.

Alguns crimes prescreverão por causa da morosidade da Justiça. Alguns juízes serão acusados de serem venais, alguns juízes vão colocar o dedo na cara de outros juízes, voarão penas, digo, togas, pra todos os lados e ninguém vai sair porque eles gozam de vitaliciedade.

Acontecerá um grande desastre natural. Um furacão, um tsunami, um vulcão em erupção. Não consegui ver direito. Não será no Brasil. Aqui, Deus já colocou o povinho. É o suficiente.

Um ditador cairá, os rebeldes assumirão o poder e não saberão o que fazer com ele. Elegerão um novo ditador pra cuidar de todos e serão felizes para sempre.

O dólar vai sofrer uma queda. A credibilidade dos países da zona do euro será questionada. O Reino Unido continuará sendo o Reino Unido.

O Brasil vai cumprir sua meta inflacionária. Meta inflacionária? Nunca entendi muito bem como uma equipe econômica planeja inflação. Mas não entendo nada de economia mesmo…

Vão inventar uma dieta milagrosa e uma plástica sensacional pra turbinar todas as partes murchas corpo humano – menos o cérebro. Continuaremos batendo recordes de analfabetismo funcional.

No Brasil, milhares de pessoas perderão tudo em enchentes enquanto outras milhares perderão tudo na seca. Mas as obras de reforma e construção de estádios mega-gigantescos continuarão avançando lentamente à espera de um milagre – ou uma contratação sem licitação às vésperas da Copa (ou das Olimpíadas? O que vem primeiro?)

O vencedor de um reality show vai ganhar rios de dinheiro por ter ficado alguns meses falando besteiras, tomando banho de piscina e pulando alucinadamente ao som de música eletrônica. O salário dos professores e dos médicos não sofrerá qualquer alteração.

Um traficante será preso e acusará policiais de ganharem arrego. O traficante será encarcerado e os policiais serão afastados para investigações.

O mundo não vai acabar.

FELIZ 2012 PRA VOCÊ! MUITA SAÚDE, MUITO TRABALHO, MUITOS AMORES, MUITOS LIVROS, MUITA PAZ E MUITA MÚSICA.

A magia do Natal ho-ho-ho

In humor on 25/12/2011 at 4:58 PM

Querido Brógui,

Vamos ao desfecho do post de ontem: não conseguimos a tomada. Falei pro meu irmão que, de acordo com meus otimistas prognósticos, provavelmente ninguém perceberia que a televisão antiga havia sido substituída por uma nova, de maneira que poderíamos tentar um camelô matutino sem grandes problemas. Por muito pouco isso não aconteceu.

Meus pais chegaram da missa, ceamos, trocamos presentes, etc,etc,etc. Nada. Ninguém viu nada de diferente. Enquanto isso, eu trocava olhares com Bão e ele murmurava :”Unbelievable!” e eu respondia: “Welcome to my world!” Demos boa-noite, fomos nos deitar. Minutos depois, Bão invadiu meu cafofo, todo animado: “Acho que agora eles viram!”

Sustentamos a história de Papai Noel, mesmo sob toda a pressão de minha santa mãezinha, que não se conformou com o fato de ter aparecido uma TV de 42” no meio da sala e ela não saber quando, nem como. Falamos pra ela da chaminé, do Rudolf, dos sininhos do trenó… Ela não acreditou de jeito nenhum. Papai só ficou balançando a cabeça, sem dar o braço a torcer.

Hoje pela manhã, foi providenciado o adaptador e fizemos a inauguração vendo “Luzes da Ribalta”. Findo o filme, veio a pergunta: “Mas como foi que vocês colocaram essa televisão aí e eu não vi?”

A tomada de três pitocos

In humor on 24/12/2011 at 9:42 PM

Querido Brógui,

Hoje pela manhã, um calor do capeta, Bão me convida para ir ao shopping para comprar um presente de Natal bem bacana para os velhinhos. Ok, tudo pelo meu irmão, tudo pelos velhinhos. Consegui convencê-lo de que um tablet, além de não ser um presente útil, iria acabar por me trazer mais uma fonte de aporrinhação, já que eu teria que ficar ensinando e ensinando e ensinando e ensinando… Sugeri uma televisão daquelas fininhas, modernosas, gigantescas. Ele comprou, trouxemos a bicha debaixo do braço, escondemos direitinho e agora, aproveitando que os velhinhos estavam na missa, montamos o aparelho pra fazer surpresa.

Oh, oh, oh, como diria Noel. Surpresa tivemos nós, que, ao finalizar a tarefa, descobrimos que não poderíamos ligar a televisão porque uma besta quadrada inventou de modificar o modelo das tomadas e agora elas têm três pitocos. O modelo, exclusivamente brasileiro, requer que, ou troquemos todas as instalações elétricas da casa pra colocar a tomada de três pitocos e compremos adaptadores para tudo o que não for brasileiro, ou deixemos as instalações como estão e compremos adaptadores para tudo o que for brasileiro. De todo modo, ficamos reféns dos três pitocos. O cara que fez isso deve ser um megalomaníaco. Uma tomada que só existe nesse país. Uma população inteira tendo que se render ao seu delírio.

O fato é que não temos adaptador, não conseguimos ligar a televisão nova e a frustração me trouxe uma enxaqueca violenta. Irmão saiu pra ver se consegue encontrar algum camelô que esteja trabalhando na noite de Natal, especialmente para socorrer as vítimas do infeliz que teve essa ideia brilhante.

Em tempo: FELIZ NATAL! QUE O MENINO JESUS LHE TRAGA UM 2012 CHEIO DE PAZ, SAÚDE, AMOR E ADAPTADORES PARA TOMADAS DE TRÊS PITOCOS!!!!

Domingo, sete horas da manhã

In humor on 18/12/2011 at 8:43 AM

Querido Brógui,

Domingo, sete horas da manhã. Pulei da cama com fome. Até queria dormir mais um pouco, mas, com a barriga roncando, fica difícil. Fiz minha primeira oração do dia: pelos que têm fome e não podem saciá-la. Os passarinhos estão em plena atividade na minha janela, também procurando o que comer e se organizando para mais um dia.

Enquanto tomava meu café e tentava fazer com que meus neurônios despertassem, passei em revista, mentalmente, o que me propus a fazer hoje e, no topo da lista veio você.

Esse ano foi um ano que correu rápido demais, tinha um objetivo a alcançar – que alcancei – depois falo nisso com mais detalhes – , precisei relegar muita coisa a segundo plano. Não que essas coisas fossem menos importantes, mas há momentos na vida em que, penso eu, o máximo que dá pra fazer é não esquecer de pagar as contas no vencimento, não deixar faltar o básico na geladeira e tomar banho todos os dias.

Houve despedidas. Pessoas que agora estão gozando da vida eterna. Houve reencontros. Pessoas com as quais retomei contato depois de muitos anos. Houve desencontros. Pessoas que quis muito estar perto, mas que não deu.

Deus foi muito generoso comigo durante todo esse ano e, em especial, pela enésima vez, agradeço pelos amigos que colocou no meu caminho, nem sei se mereço tanta gente legal me aturando. Nem sei se sou tão legal como eles são. Tento melhorar, limar meus defeitos, mas é difícil demais: sigo impaciente, chata, mal-humorada. E meus amigos me acham engraçada… Virtudes? A que descobri em mim esse ano foi a obstinação, uma mistura-bomba de teimosia com determinação, com pitadas de indignação.

Minha visão do Brasil? A mesma, basicamente. Mês sim, mês não, um ministro no paredão. Corrupção a rodo, uma esquizofrenia institucional impressionante, a ignorância do povo cevada a pão-de-ló, o deboche descarado com que determinados políticos nos tratam. Permaneço incomodada com a patrulha ideológica e sua decorrente hipocrisia. Permaneço irada com a morosidade para tudo o que se pretende fazer nesse país, com uma “burrocracia” que emperra a vida do pacato cidadão, que se vê atado de pés e mãos quando “o sistema cai”, “não consta no sistema”, “o sistema está lento”. Permaneço furiosa quando tenho que sorrir para uma criatura estúpida da qual depende a solução de um problema meu – se bem que essa semana já chamei duas delas de imbecis.

O mundo? Ladeira abaixo. O velho continente naufragando em dívidas, o americano idem. Continuamos nos matando em nome de Deus e em homenagem a Marte. As mulheres, em muitos lugares, continuam sendo consideradas pessoas de segunda classe, submetidas e submissas a um troglodita qualquer que não sabe nem preparar a comida que come. A miséria se prolifera, a população mundial cresce e com isso virei malthusiana.

Credo! Relendo o que escrevi, percebi um certo tom deprê na minha avaliação anual. Foi mal. Não tive a intenção de levar você às lágrimas, apesar de estarmos vivendo o apocalipse. Para me redimir, darei algumas sugestões para aumentar a sua felicidade:

Chupe seu limãozinho todos os dias, mas não esqueça do açúcar (ou do adoçante, se preferir). Depois da primeira vista d’olhos no jornal pela manhã, imagine-se vivendo num quadro de Dalí e procure o surrealismo dentro de si, perceba que nada faz sentido mesmo e que é perda de tempo tentar entender o ininteligível. Inspire suavemente, deixando a poluição entrar lentamente em seus pulmões. Controle o acesso de tosse e expire com força. Converse consigo (de preferência em voz baixa e sem brigar porque senão alguém vai acabar lhe interditando). Tente destravar a mandíbula e arreganhar um sorriso (dói um pouco, mas vale o sacrifício). Escolha uma roupa bem bonita e que valorize seu corpinho. Calce um sapato que não lhe proporcione mais do que duas bolhas no decorrer do dia. Você está pronto para sair da caverna e não cometer nenhum homicídio hoje.

Falta uma semana para o Natal. Tá na hora de começar a pensar nos presentes, na ceia, nos parentes de fora que vão passar uma semana (no mínimo) dormindo no seu sofá, comendo da sua comida e enchendo a porra do seu saco. Seu patrão deixou pra depositar o décimo terceiro amanhã (só pra lhe dar a última cravada do ano), mas ainda dá tempo de ir às compras. Os supermercados, shoppings e comércio popular de rua estão bombando, cheios até a boca, as filas enormes, os vendedores estressados estão doidos pra dar na sua cara. Você não pode perder essa oportunidade de exercitar o seu lado zen. Vá hoje ainda. Com as crianças. E sua tia encrenqueira. O melhor horário é no meio da tarde, pra poder pegar a fila do estacionamento (sem ela, não tem a menor graça). O combate vai ser duro, mas depois vc vai me agradecer a dica.

Bj
Paz
Divirta-se.

Tudo de novo, de novo

In humor on 12/12/2011 at 7:47 AM

Querido Brógui,

Retomando minhas atividades, depois de longo e tenebroso inverno.
Coloquei o tradicional tema de Natal na página.
Comecei a fazer a tal da faxina de final de ano – esse ano tá difícil, deixei acumular.
Dei olhada na lista das pendências e fiz uma sub-lista – impossível dar conta do que pende.
Fui a shopping, bati chifre com dois bilhões de pessoas, voltei com a sola dos pés em brasa, tá doendo até agora.
Voltei pra academia, pedalei 24 km e estou toda quebrada.
Troquei de celular, cortei o cabelo, visitei amiga que teve neném.
Comprei uma bolsa e um sapatos novos – tava mesmo precisando.
Voltei pra você, torta de saudades.
Tô feliz demais da conta.
Bjs mil

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