Fatinha

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Caras novas na política

In humor on 31/08/2009 at 8:27 AM

Querido Brógui,

Recentemente recebi um email com a campanha: “Não reeleja ninguém”, que, trocando em miúdos, consiste na ideia de não reeleger ninguém. Parece óbvio, mas não é, haja visto a cabroeira que anda pelos corredores do Legislativo (e do Executivo também).

Gostei da campanha, porque não prega o voto nulo. Se a totalidade dos eleitores assim o fizesse, vá lá, tinham que convocar novas eleições – com outros candidatos. Mas isso não acontece e eu acabaria dando procuração para escolherem por mim. Nem pensar. Eu vou lá e voto.

Mas eu não tô aqui pra fazer pregação, nem quero iniciar uma polêmica. Discussão-cabeça dá muito trabalho e atualmente o máximo de profundidade que quero é aquela medida por um pires. Estou aqui apenas para manifestar minha adesão à campanha para colocar umas caras novas na política e ver se a coisa desentorta.

Como primeira sugestão, Kleber Bambam, ex-BBB. Não disfarça não, que eu sei que você sabe quem é. Até eu, que nunca acompanhei um Big Brother, conheço a figura. Se não me engano, ele conversava com uma vassoura. Pois é. Ele vai se lançar à vida política, já até escolheu partido. Cogita um dia chegar à Presidência. Espero estar gagá ou morta quando isso acontecer.

Como segunda sugestão, DJ Malboro, que atualmente luta para derrubar uma lei carioca que determina que os locais onde se realizam bailes funk devem ter isolamento acústico, banheiros químicos, saídas de emergência e segurança. Que horrível, não? Quanta exigência absurda!

Bem, já cumpri meu papel de cidadã, até dei umas dicas. Agora é com você.

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Feminismo é o cacete!

In humor on 25/08/2009 at 9:32 AM

Querido Brógui,

O movimento feminista trouxe inúmeras benesses para as mulheres. Trocamos o sutiã pelo peito caído, conseguimos somar à obrigação do trabalho doméstico o direito de trabalhar fora e com o anticoncepcional podemos continuar sendo chamadas de galinhas, mas com a opção de não procriar.

Também conquistamos o direito de dividir a conta do restaurante, nenhum homem precisa mais abrir a porta do carro para entrarmos (já que nós é que vamos buscá-lo em casa), temos direito ao voto obrigatório.

Nunca mais nenhum homem se levantará para nos ceder o lugar no ônibus, nem carregar nossa sacola de compras.

Podemos ser estivadoras, trabalhar nas minas de carvão e ir para o front em caso de guerra.

Hoje, caí num bueiro sem tampa. Quer dizer: eu não, o Tigrão. Como resultado, um pneu arriado. Liguei o pisca-alerta, olhei para o pneu e, por um segundo, apenas um segundo, pensei em fazer a troca. No segundo seguinte já estava olhando para as unhas que acabara de fazer. No terceiro segundo me imaginei, na posição em que Napoleão perdeu a guerra, tentando encaixar o tal do macaco no lugar certo. No quarto segundo visualizei minhas mãos sujas de pneu sujo. No quinto segundo estava pedindo pro segurança do shopping trocar o pneu pra mim.

É, eu demorei apenas cinco segundos para decidir que o bom mesmo é ser mulherzinha e me aproveitar de uma das poucas prerrogativas que ainda me restam – que é exatamente fazer cara de mulherzinha e atingir em cheio os brios do cabra-macho. Feminismo é o cacete!

Outras coisinhas

In humor on 22/08/2009 at 8:34 AM

Querido Brógui,

Aqui em casa nunca faltaram livros. Tivemos a sorte de nascer em uma família de leitores compulsivos. Na escola também tinha a tal da leitura obrigatória, o que, apesar dos pesares, nos apresentou aos clássicos. Digo “apesar dos pesares” porque entendo que ler um livro para fazer uma prova em nada contribui para a formação do hábito de leitura. De todo modo, isso nunca foi problema para nós, porque o prazer de ler já existia desde o berço, era só uma questão de unir o útil ao agradável.
Onde eu quero chegar com isso? É o seguinte: onde eu estudava, sempre mandavam ler um ou outro volume de uma coleção chamada “Para gostar de ler”, a qual continha uma coletânea de crônicas de diversos autores. Juntei essa lembrança com a vontade que sempre tive de colocar no Brógui alguns textos de minha predileção, mas sem misturar com os de minha autoria (não sou tão pretensiosa a ponto de querer me nivelar com a nata da literatura). Hoje achei a solução.
Futuquei o tal do painel de controle do WordPress e, não me pergunte como, descobri que podia abrir uma página dentro do Brógui. Então, se tiver a fim, dá uma olhadinha no canto direito aí da sua tela. Alí vou fazer minha coletânea pessoal sob o título “Outras coisinhas”. Que tal?

O paquiderme

In humor on 22/08/2009 at 2:03 AM

         Querido Brógui,

          Na eterna briga contra a balança, a qual estou perdendo fragorosamente, vez por outra tento comer coisas não-engordativas. O critério é simples, como já disse o sábio Garfield: “Não tem gosto? Então não engorda.”

         Outro dia, ao invés de comer duas ou três empadinhas, optei por comer um prato de salada. Confesso que estava gostosa a comidinha e a quantidade de mato fazia com que a porção ficasse da altura daquela que um estivador herbívoro comeria na hora do almoço. Ataquei o pratarraz e, ao fim, soltei um profundo suspiro. Sabe aquela tristeza que dá quando você acaba de encher a pança?

         Comentei com minha santa mãezinha, que se encontrava ao meu lado, que nunca tinha pensado que um prato de mato tivesse o poder de enfastiar alguém. Ela então, docemente, observou: “Os paquidermes vivem de comer mato.”

         Paquiderme? Minha própria mãe está me chamando de paquiderme? É o final dos tempos. Só de raiva, na mesma hora comi uma fatia de torta na loja ao lado. Já que é pra ficar deprimida, que o seja com a boca suja de chocolate.

Óia outro selo!!!

In humor on 18/08/2009 at 11:43 PM

Dan - SeloQuerido Brógui,

Você ganhou mais um selo. Urrrrúúúú!

Óia o selo!

In humor on 14/08/2009 at 3:42 AM

Gio - Selo MasterBlogQuerido Brógui,

Segui minunciosa e atentamente os diagramas e desenhos enviados pelo hey hey Shintoni e … tchan! tchan! Apareceu o selo.

Selo MasterBlog? Hein?

In humor on 14/08/2009 at 2:22 AM

Querido Brógui,

 Há alguns meses, uma figura chamada Shintoni, que administra um blog de nome Duelos Literários, achou-me sei lá como nesse ciber espaço (boa pergunta: como foi que me encontrou?). Me deu uma puxada de saco e, ato contínuo, convidou-me para postar uns textos lá no blog dele. Eu, toda preguicinha, não disse nem que sim nem que não, muito pelo contrário. Algum tempo depois, como eu não abanava o rabo, o cara sacou que o meu mal era a tal da leseira e se propôs a chupar algumas coisas do meu Brógui para colocar lá no blog coletivo. (Putz! Esqueci de dizer que o Duelos é uma reunião de um monte de gente que gosta de escrever.)

OK. Não vou ter que fazer nada? Agora ficou bom. E aí ficou assim: ele vem cá, escolhe na prateleira o que quer e bota lá. Com isso, o Querido Brógui acabou sendo levado até outros olhos e, por consequência, acabei por conhecer os escritos de outras figuras igualmente figuras como o Shintoni, que gostam dessa coisa de blog (como tem blogueiro nesse mundo, meu Deus!). Não dou conta de acompanhar todo mundo, mas de vez em quando dou umas olhadinhas por lá pra ver o que está rolando, vou no blog pessoal do povo, deixo beijos no Chat (que nunca tem ninguém quando eu entro…)

Esse mês, Shintoni (hey hey hey, Shintoni é meu rei!!!), me fez um novo convite, para comparecer lá no Duelos como autora destacada (é esse o nome?). Dessa vez eu respondi prontamente: craro, Cróvis. Então, toda terça-feira tem novo post por lá (será que o pessoal sabe que eu não mexo um músculo para isso acontecer?) 

Hoje, tive a surpresa de receber a notícia de que fui indicada para receber o Selo MasterBlog tanto pelo Duelos como pela Alba, que também tem um blog. Oba! Prêmio? Presente? Cadê? É dinheiro?

Fui investigar e agora chegamos ao X da questão.

Primeiramente, apesar de ter um blog, continuo uma anta cibernética. Nem sei direito os recursos disponíveis no WordPress, só o básico para postar, ler os comentários, essas coisinhas. Estou tentando descobrir de novo como coloco uns links. Consegui uma vez, depois esqueci o caminho, como boa desorientada que sou.

Segundamente, o hey hey hey Shintoni, mandou pra mim o tal do selo e disse que para colocar no Brógui era só ir lá no Duelos conferir as regras. OK. Deve ser fácil. Futuquei, vi o selo, li as instruções. Nada. Fui ao blog do Gio, ao blog da Alba e… continuo sem saber o que fazer para o selo ir parar no Querido Brógui pra todo mundo ver que eu sou o máximo.

Acho que vou ter que apelar para o hey hey hey Shintoni, pra ver se ele me manda um passo-a-passo, de preferência ilustrado.

E o pau comeu na casa de Noca II, a missão

In humor on 09/08/2009 at 10:27 AM

Querido Brógui,

 Você está acompanhando o babado que está rolando no Senado? Não? Então vou resumir: primeiro noticiaram o escândalo dos tais atos secretos. Depois, veio à baila o envolvimento da dinastia Sarney. Depois fritaram o tal do assessor que assinou as contratações pra ver se davam um cala-a-boca na imprensa. Depois, o nosso Presidente defendeu o chefe da dinastia, depois posou agarradinho com o Collor. Depois surgiram novas acusações, agora contra outros distintos membros da distinta Casa. Depois, o caldo entornou de vez e quem estava apoiando os seus pares, botando panos quentes, começou a roer a corda, a começar pelo Excelentíssimo Nove Dedos (que nem sabia que o Sarney era Senador pelo Amapá). Refrescou a memória?

O mais recente evento foi o arranca-rabo entre o Renan e o Jereissati, sob o olhar abestado do Presidente do Senado, que por acaso também é chefe da dinastia, que disse que daqui não saio, daqui ninguém me tira. A baixaria foi tão baixaria que eles esqueceram até daquela célebre hipocrisia de se dirigir um ao outro por “Vossa Excelência”, foi “você” mesmo, com dedo sujo na cara e tudo.

E assim, as alianças oscilam de acordo com as conveniências pessoais. Lula, que odiava Sarney, que odiava Collor, que odiava Renan, agora odeiam apenas a perspectiva de perder a bocada. Agora, é cobra comendo cobra. Salve-se quem puder. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Aí, disseram para mim que a gente tinha que dar um jeito de tirar esses caras de lá. Eu discordo veementemente. Se tirarem de lá, eles voltam. E rápido. A solução definitiva é exatamente não tirá-los de lá. É deixá-los lá, trancar a porta e depois de um ou dois dias entrar pra catar os corpos e mandar cremar, rezando para eles não ressurgirem das cinzas, qual Fênix.

Não captou a minha ideia? Então, acompanhe. Conhece aquele livro chamando O Caso dos Exploradores de Cavernas? Não? Recomendo. O autor? Lon Fuller. Se tiver com muita preguiça ou com falta de grana, na Internet tem uns resuminhos. Para você não ficar boiando, o caso é mais ou menos assim: os sobreviventes de um deslizamento que obstaculiza a entrada de uma caverna optam pelo sacrifício de um deles para que os demais se alimentem de sua carne enquanto aguardam o resgate.

Onde eu quero chegar com isso? A história dos exploradores questiona a moral e a lei em contraponto com a necessidade de sobrevivência. Os exploradores demoraram mais de vinte dias para tomar essa decisão dramática. Não sei se nossos Senadores precisariam de tanto tempo. Se considerarmos que Moral e Lei são matérias das quais desconhecem o significado e, por outro lado, de sobrevivência eles entendem um bocado, acho que um ou dois dias seriam suficientes para eles darem cabo uns dos outros.  Seria a única vez em que eles agiriam a bem do país, mesmo sem querer.

Que tal? Sou ou não sou maquiavélica?

Resultado da enquete.

In humor on 04/08/2009 at 11:09 AM

Querido Brógui,

Depois do meu emocionado apelo para que meus e(leitores) votassem no plebiscito sobre o novo visual do Brógui, obtive sucesso! Os escrutinadores trabalharam à exaustão, afinal foram doze votos. A maioria disse que estava bonitinho e como eu sou uma pessoa aberta ao palpite alheio, vou manter assim (até eu enjoar, porque democracia tem limites).

A piromaníaca.

In humor on 03/08/2009 at 8:53 AM

Querido Brógui,

Desde ontem estou às voltas com uma mega operação de realocação de objetos, vulgarmente conhecida como faxina no armário. Dessa vez me concentrei na papelada.

Então, já que quem está na chuva é pra se queimar, como diria o sábio Eurico Miranda, ataquei sem medo o conteúdo de quatro das portas do guarda-roupa, não sem antes tomar meu anti-histamínico, para evitar que meu nariz caísse e meus olhos pulassem das órbitas. Estava disposta a descobrir o que tanto eu guardava com tamanho cuidado e tive a surpresa de constatar que dois terços das preciosidades não passavam de lixo.

Encontrei caixas e mais caixas de sapatos com antigos recibos de pagamento. Você deve estar pensando: “mas tem que guardar mesmo essas coisas!”. Sim, precisa, durante um certo tempo, mas contas pagas em 2001?

Rumei para o quintal, para iniciar o trabalho de incineração. Quando comecei a fogueirinha, foi tomando conta de mim um espírito misto de Nero com Goebel – o cupincha do Hitler que mandava queimar livros – com os membros do clero que faziam churrasquinho de hereges durante a Inquisição.

Encontrei relatórios do estágio na Defensoria Pública e da PGM. Só de formada tenho dez anos. Queima!

Talões de cheques de conta encerrada. Queima!

Extratos de banco. Achei até da minha conta do Banerj. Queima!

Xerox de processos já arquivados. Queima!

Apostilas, textos, cópias de diários de classe, provas de alunos, recortes de jornal. Queima!

Mensagens de ex-namorado, textos meus chorando com dor de corno. Queima!

Notas fiscais de coisas que já pereceram, agendas antigas, receitas de remédios, exames de sangue. Queima!

O prazer de queimar aquele monte de papel ia aumentando na mesma proporção em que a catinga de fumaça ia entranhando nos meus cabelos, na minha roupa, na casa inteira. Dizem que a fumaça purifica e deve ser verdade. Nada como uma boa defumada pra renovar os ânimos.

Algumas coisas foram poupadas do fogo: meu primeiro contra-cheque, bilhetinhos de alunos, cartões de aniversário e Natal, canhotos de espetáculos que assisti, pequenas e boas lembranças.

Finalmente acabei a limpeza. Sobrou espaço para eu começar a encher de porcaria de novo.

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