Fatinha

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Nem tava tão frio assim…

In humor on 07/02/2010 at 11:26 PM

Querido Brógui,

Na segunda vez que fui a Paris… (Sempre quis dizer isso, não importa que tenha sido com um intervalo de alguns dias entre uma e outra visita.)

… finalmente cheguei perto da Torre Eiffel. Nem tava tão frio assim, apesar de ter nevado, mas fiquei um tempão na fila pra poder subir, num descampado onde o vento inclemente fez meu nariz ficar dormente em questão de segundos. Alguns minutos depois, parei de sentir meus pés. Isso sem contar a vontade de fazer pipi, o que só fui fazer quando entrei, após enfrentar outra fila.

No segundo andar da Torre, a ventania estava pior ainda. Nem consegui olhar direito a vista, meus olhos estavam congelados. Tirei umas fotos, sentei num banquinho que ficava meio escondido e tentei relaxar e aproveitar. Não deu. Entrei na fila para descer.

Ao pé da Torre, pedi para uma moça tirar minha foto. A mexicana perguntou se eu ia ficar com a mão no rosto e eu disse que era assim mesmo, que não ia botar meu nariz pra fora de forma alguma.

Taí documentado o único dia da viagem em que meus pés ficaram frios.

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A refeição preferida

In humor on 07/02/2010 at 6:32 AM

Querido Brógui,

Essa foi a minha refeição preferida durante a viagem. Não gostei muito do café de lá, é muito forte, gosto mais fraquinho e, mesmo pedindo para diluir, ainda ficava com gosto de café-de-curar-porre. Comer comida de verdade, nem sempre dava tempo.  Sendo assim, fui obrigada a tomar litros e litros de chocolate. Com creme, sem creme, com canela, cremoso, aguado, de colherinha, com croissant, com panini, com pão duro, com hortelã, misturado com café… Foi um sacrifício!

Esse daí é um que tomei em Lourdes, na França, numa lojinha que parece ter sido recortada de algum álbum antigo, com vitrines de madeira pintadinhas, chocolatinhos para vender, a dona do estabelecimento atendendo pessoalmente às mesas, uma coisa fofa.

PS: na casa da Cissa era o espesso e aveludado chocolate… Nestlé. Mas não tem nos mercados daqui. Pois!

Notre-Dame

In humor on 07/02/2010 at 5:58 AM

Querido Brógui,

Depois de centenas de tentativas, consegui postar uma foto. Cá está o primeiro lugar onde deixei cair umas gotinhas de lágrimas. Virei uma esquina e dei de cara com ela. Inevitável: o nariz começou a coçar e os olhinhos encheram d’água.

Deixe de ser chato e pare de reclamar do tamanho da foto. Pegue uma lupa e aproveite para responder às seguintes perguntas, valendo uma passagem aérea só de ida para Timbuctu: Onde está Wally? Pq Wally está com uma cara de quem comeu e não gostou?

Cheguei

In humor on 07/02/2010 at 5:26 AM

Querido Brógui,

Cheguei. Atrasada. Caí no overbooking da Air France e, ao invés de desembarcar na terça feira pela manhã, somente cheguei à noite. Não me venha dizer que foi bom passar mais algumas horas em Paris porque essas horas foram passadas dentro do aeroporto, ou melhor, no hotel que fica dentro do aeroporto, então nem deu pra curtir mais um pouquinho da cidade mais encantadora do mundo.

Encarei logo uma baita fila na alfândega brasileira, o que foi bom para começar a me acostumar com os perrengues do meu país. Não, não vou ficar metendo o pau no Brasil. É o meu país amado, com tudo de bom e ruim que traga consigo. Além disso, a fila no Tom Jobim não foi a única que encarei, em Londres tinha duas pessoas na minha frente. Absurdo!

Nos dias que se seguiram à minha reentrada na atmosfera, tratei de tomar pé da situação: trabalho, banco, supermercado, pepinos em geral. Além disso precisei desarrumar mala, fazer uma faxina corporal (desde pintar os cabelos até depilar as pernas, passando por fazer as unhas), telefonar para algumas pessoas. Não resolvi tudo ainda, mas me permiti dormir um pouquinho hoje depois do almoço.

Agora tirei um tempo para brigar com o computador, cujo mouse tive que comprar ontem, o antigo faleceu durante minhas férias. A briga toda se resume à pura ignorância. Nunca tive o hábito de tirar fotos, então não estou tendo muita facilidade com essa coisa de salvar, colocar no álbum, mandar pra internet. Mas eu chego lá. Aguarde, pois vou lhe brindar com as mil setecentas e dez fotos que tirei. A maioria não está lá grandes coisas, como já pude observar, mas sei que será condescendente com minha pessoa: primeira viagem, primeira máquina fotográfica, primeiras fotos.

Vou fazer algumas edições ainda comentando a viagem. Desculpe se o tema for repetitivo, mas foram quarenta dias e quarenta noites. Tem que render alguma coisa, não?

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