Fatinha

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Horário de verão

In humor on 22/10/2013 at 12:45 PM

Querido Brógui,

http://1.bp.blogspot.com/_okYQdwGKpvE/TLtCyJfi9qI/AAAAAAAAHE8/9KarepPgBc4/s400/16-ter-kayser-charge.jpg

Como todo mundo (normal), estou com sono. Odeio o horário de verão. Acordar mais cedo, no escuro, sem saber ao certo onde estou e para onde vou, é sofrido. Não adianta dizer que basta dormir uma hora mais cedo, o corpo não entende isso e o máximo que consigo é ficar virando na cama como um bife na chapa. Resultado, ontem e hoje precisei de uma dose cavalar de corretivo para disfarçar a cara de guaxinim. Não fez muito efeito: fiquei parecendo um guaxinim maquiado.

Meu cérebro demora a dar o start. É como computador antigo, que é lento para fazer a inicialização. Ou como televisão à válvula (céus! lá em casa tinha uma televisão preto e branco que precisava esquentar até aparecer a imagem!). Então, pela manhã, apenas alguns aplicativos estão em funcionamento: o do fazer uma caneca de café, o de encontrar o banheiro e o de colocar a roupa já previamente separada. O restante, como o da fala, por exemplo, fica com aquela ampulheta girando e a legenda : aguarde enquanto é feita a atualização dos arquivos e as configurações estão sendo carregadas.

Então, li uma reportagem que dizia que uns cientistas descobriram que dormir serve para o cérebro fazer uma espécie de “faxina” das toxinas deixadas para trás após um dia de “trabalho pesado”, quando se pensa bastante. A “limpeza” seria uma das principais razões para o sono, segundo os pesquisadores.

Com toda a capacidade de reflexão que meu cérebro sujo permite, conclui que:

1. Quem trabalha pesado, tem mais toxinas no cérebro, logo, trabalhar, intoxica;

2. Trabalho pesado é quando se pensa bastante, logo, tem um montão de gente que é completamente desprovido de toxinas no cérebro;

3. Quem não pensa, não se intoxica, não sente sono;

Juntando as três premissas, temos que:

1. Trabalhar e pensar fazem mal à saúde;

2. Desconfie daquele que diz que não sente sono;

3. Um Brógui com sono fala muito mais bobagens do que um Brógui dormido.

 

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Abalroamento

In humor on 17/10/2013 at 9:52 AM

Querido Brógui,

Segunda-feira, não essa, a outra, Joaquim foi abalroado por outro veículo. Conforme o site da Polícia Militar, há diferença entre colisão e abalroamento, o que eu desconhecia. Aliás, fui procurar no dicionário e essas duas palavras são colocadas como sinônimos. De todo modo, mesmo com a explicação e com o desenho do site da PM/RJ, confesso que fiquei meio na dúvida do que havia acontecido. Optei pelo abalroamento, achei chique, e, realmente não faz a menor diferença. O fato é que Juca levou uma porrada na traseira, foi empurrado com o impacto e bateu no carro da frente.

Desci do carro em estado de choque e enquanto olhava pro pobre do Joaquim todo amarrotado, a primeira coisa que falei pro outro motorista foi :”Que merda é essa? Meu carro novinho!” O rapaz estava mortificado. Pediu desculpas, disse que o pé havia escorregado do freio, que pagava o conserto, que tinha seguro e eu só olhava pro carro e repetia: “Que merda! Que merda!”

De lá pra cá, foi um exercício de paciência que quase perdi ontem. Espera a seguradora do rapaz registrar o sinistro. Setenta e duas horas. Espera a seguradora autorizar o conserto do terceiro. Quarenta e oito horas. Coloca o carro pra orçamento e vistoria da seguradora. Quarenta e oito horas. Espera autorização para efetuar o conserto. Quarenta e oito horas. Ainda não consegui entender porque só contam o prazo em horas e também porque são necessárias tantas horas pra fazer coisas tão simples, como verificar se o seguro está pago, se houve o sinistro e autorizar o conserto.

Ontem, o stress foi fazer com que mandassem um email para a minha seguradora com o orçamento autorizado para que eu pudesse pegar um carro reserva. Sim, porque além de tudo, eu, uma mulher de nível, em cima do salto, cabelo pranchado, maquiagem Chanel, andando de ônibus? Nada a ver!  Enfim, depois de encher o saco da Bradesco Seguros pra enviar a porra do email e da Itaú Seguros para abrir a porra do email e liberar a porra do carro, sou uma pessoa com rodas novamente.

Peguei um Gol pé de boi, duro e pesado. Tudo bem, tem rodas. Placa de Minas Gerais. Tudo bem, tem rodas. Apertadinho, fico parecendo um gafanhoto dirigindo. Tudo bem, tem rodas.

Quim terá substituído o para-choque, a lateral, a lanterna, o capô, a tampa traseira e outras coisinhas mais miúdas. Metade do carro, praticamente, será quase um Frankestein.

Ok, no frigir dos ovos, tudo encaminhado. Agora é aguardar – sem prazo – a finalização do serviço.

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