Fatinha

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Dodói trash

In humor on 30/06/2009 at 11:31 AM

Querido Brógui

Tudo tem seu lado divertido (se você for politicamente correto, quase tudo). Meu dodói me fez ficar naquela onda de samambaia de plástico na frente da TV, o que me levou a visitar e revisitar todo o repertório trash que assola a programação, seja da TV aberta ou da fechada. Lixo é o que não falta e, com um bom espírito esportivo, dá pra aproveitar umas boas horas de febre na frente da telinha.

Seguem minhas dicas:

Band, à tarde. Rola um seriado que mistura Indiana Jones com Elo Perdido e Tarzan. Tem noção? Os protagonistas vivem num mundo perdido dominado por uma raça de lagartixas gigantes, que usam armaduras inspiradas na Idade Média e têm uma rainha metida a gostosa que, forçando uma barra, até poderia ser considerada sexy, não fora a cara de lagartixa. A casa dos caras é em cima de uma árvore, suas roupas estão sempre impecavelmente passadas a ferro e eles são amigos de uma louraça que veste um modelito composto por uma sainha, um top de camurça e uma botinha. No episódio que eu assisti, eles são capturados pelas lagartixonas e vão parar numa arena de gladiadores. O roteirista devia estar drogado quando escreveu isso. Imperdível.

Segunda dica. FX, à noite. Não sei qual dia da semana. Campeonato de luta livre. Saca aquelas lutas fake? Tudo armado? Um bando de machos (???) com aquelas roupitchas coladinhas no corpo, shortinhos, sem camisa, depiladinhos total? Sensacional. Tem toda uma gama de personagens que se desafiam, trocam desaforos pelo microfone do ringue, dão um show de canastrice e de quebra ainda ficam trocando sopapos entre si, com os apresentadores, os juízes e até os jornalistas que fazem a cobertura. Tudo bem ensaiadinho, bem arrumadinho, uma viadagem só. Imperdível, mas não tente fazer isso em casa, é ridículo demais, até para você.

Terceira dica. TV Senado. Bom para assistir depois do almoço. É siesta garantida ou seu dinheiro de volta. Não. Dinheiro de volta, não.

Quarta dica. Duro de Matar 1, 2, 3 e 4. Identidade Bourne 1, 2, 3. Homens de Preto 1 e 2. Carga Explosiva 1 e 2. Velozes e Furiosos 1,2 e 3. Jurassic Park 1, 2, 3… Passam todo dia. Em todos os canais. A toda hora. É só procurar direitinho. Aliás, nem precisa procurar tanto assim.

Não posso deixar de fora os desfiles de moda conceituais onde os estilistas explicam como se inspiraram para fazer suas coleções, numa coisa assim fluida, texturas somatizantes, cartela de cores assim meio que cibernéticas, num ideal vintage, entende? A maquiagem é básica para a noite e o dia, chique e elegante como toda mulher moderna deve ser, sempre sem cima do salto, mesmo acordando às seis da manhã e dando conta das seiscentos e cinqüenta e quatro tarefas diárias, não pode descuidar da aparência. Que é tuuuudo.

Finalizando com toque de saudosismo, TCM. Todos aqueles seriados jurássicos, com cheirinho gostoso de mofo, todos dublados. Batman, As Panteras, O Incrível Hulk, Magnum, SWAT… Eu sei que você nem era nascido quando eles foram sucesso. Nem eu. Ainda assim, é muito legal.

Hein? O escândalo da família Sarney? Fraude nas eleições do Irã? Morte do Michael Jackson? Gripe Suína? Desculpe. Não sei nada a respeito disso, mas posso lhe informar que em julho o Bob Esponja faz dez anos.

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Tô dodói.

In humor on 26/06/2009 at 5:12 AM

Querido Brógui

Desculpe aí a ausência, mas tô encarando a maior rebordosa de gripe, ou melhor, virose, como dizem os entendidos no assunto.
Meu dodói passou por várias fases, mas ainda não demonstra vontade de me largar. É duro perceber que sou boa companhia pra vírus, bactérias e perebas afins. Vou poupar você dos detalhes, pois sei que, mais chato que ficar doente, é ouvir o outro contar as minúcias de sua enfermidade (e ainda ter que fazer aquela cara de solidário).
Fique aguardando meu retorno, tá bem?

PS: A propósito, uma prima de meu pai está internada, com um quadro péssimo e o pior, sofrendo muito. Quem for de rezar, reze, quem for de bater tambor, bata, quem for de pensar positivo, pense. Obrigada.

Por você

In humor on 13/06/2009 at 3:02 AM

Querido Brógui,

Eu sei que esse negócio de dia dos namorados é coisa inventada para dar um gás no comércio e nos consultórios dos terapeutas. Mesmo assim…
Pego de empréstimo a música do Frejat, porque, como diria Milton Nascimento: “Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece: como não fui eu que fiz?” (Milton Nascimento)
PS: bati meu próprio recorde: duas citações no mesmo post, uma pra justificar a outra. Vai ser boa de recorte e colagem assim lá em casa!
PS2: o vídeo é muitcho fofo!

1500!!!!!!!

In humor on 06/06/2009 at 1:33 AM

Querido Brógui,

Recebemos, segundo informações, 1500 visitas!!!! É motivo de comemoração, são 3000 olhos nos lendo (supondo que não tenha nenhum caolho entre os leitores… Credo! Essa foi horrível!) e nos dando alguns minutinhos de sua preciosa atenção.

Obrigada, Queridos Bróguis. Bjs. Paz.

PS: vê se vota lá na minha enquete! Larga de preguiça! Só 5 votinhos é muita desmoralização!!!! Eu cronometrei: são exatos 53 segundos para ler e votar!!!!

Colírio para meus ouvidos

In humor on 05/06/2009 at 9:24 AM

Querido Brógui

Cenário: supermercado. Personagens: açougueiro, promotora de vendas, eu

Situado? Então vamos lá:

Estava eu há aproximadamente meia hora em pé na fila da carne, disposta a economizar alguns trocados já que era dia de promoção. Apesar disso, ainda estava com relativo bom humor porque estava com meus fones de ouvido devidamente posicionados, o que me ajudava a não escutar aquele cara insuportável que fica, ad nauseam, gritando as ofertas do minuto.

Musiquinha vai, musiquinha vem, eu meio que dançando apoiada no carrinho, comendo uma batata frita (que paguei na saída, viu?) ignorando os olhares desconfiados de gente que não sabe como é bom dançar enquanto se escolhe a melhor marca de sabão em pó ou o iogurte mais em conta. Repentinamente, Murphy comparece. Acabou a pilha do MP3. Putz, putz, putz. Mil vezes putz. Vou ter que ouvir o cara do microfone, dar papo pras velhinhas da fila e de quebra ouvir o pagode que tocava como som ambiente. Calma, relaxa, tudo vai dar certo.

Quando chega a minha vez, o açougueiro pergunta o que eu quero e, antes de eu responder, a promotora de vendas se aproxima do balcão para cumprimentar o colega. O cara dispara: “Sua voz é um colírio para meus ouvidos!”

Hein? Colírio nos ouvidos? Será que eu ouvi direito? Será que estou precisando de umas gotinhas de colírio para melhorar minha audição?

O fato é que, aparentemente, apenas eu percebi a gafe. A colega promotora de vendas se derreteu toda, lisongeada. É aquela coisa: há sempre um pé velho para um chinelo descalço. Ou será ao contrário?

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