Fatinha

Mico-Brasil II, a saga continua

In humor on 21/10/2011 at 3:15 PM

Querido Brógui,

Esse post já está rascunhado na minha cabeça desde a semana passada e de lá pra cá sofreu algumas (des)atualizações mentais. Continuando a saga do Mico-Brasil, relacionei mais três que me pareceram dignos de entrar na lista. Estão longe de serem engraçados, mas são, definitivamente, micos.

O primeiro mico é o Mico de Toga. Foi revogada a prisão do cara que era coordenador-geral da Operação Lei Seca aqui no Rio de Janeiro. Sabe a Lei Seca? Aquela tal lei que diz que bêbado não pode dirigir veículo automotor? Aquela que todo bêbado ignora porque está bêbado demais pra reconhecer que está bêbado? Então… Alexandre Felipe Vieira Mendes, alcoolizado, em alta velocidade, atropelou quatro pessoas, matando uma delas. Além disso, fugiu sem prestar socorro. Além disso, tentou usar um reboque da Operação Lei Seca para retirar o seu veículo do local do crime. Foi preso, mas conseguiu um habeas corpus no plantão judiciário. O juiz fundamentou sua decisão no argumento de que ele é primário, tem residência fixa – a propósito, a figura está foragida – e que não representa perigo para a sociedade. COMEQUIÉ???????? O cara mata um, manda outros três pro hospital e não é perigoso? Isso me faz lembrar do outro assassino que não cumpriu um dia sequer de prisão. Sabe quem? Aquele jogador de futebol… Matou três e ficou por isso mesmo. Foi condenado, recorreu, recorreu, recorreu, recorreu, a prescrição chegou e pronto. Fim de conversa.

O pior é que esse Mico Togado tem desdobramentos, já que mais uma vez vemos que a pessoa que deveria dar o exemplo de conduta irrepreensível age no sentido oposto e ainda escapa ileso. Vale a máxima: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” Com isso, os demais infratores pensam: ” Se ele pode, por que eu não posso?” E vamos continuar matando gente, gente!

O segundo mico é o Mico Pum. Aqui no Rio de Janeiro, começamos a nos acostumar a andar em campo minado. Nunca se sabe quando um bueiro irá explodir sob nossos pés. Andamos sobre calçamentos que cobrem um não-sei-que-número de fios desencapados, tubulações do tempo em que os animais falavam, e gás escapando, muito gás escapando. Em São Paulo, um shopping e um conjunto habitacional foram construídos em cima de um lixão e agora está vazando gás metano, com risco de explosão. Interditaram o shopping e acho que botaram os moradores pra correr. Ué… Quando autorizaram a construção não sabiam que o terreno outrora abrigava um depósito de lixo? Não sabiam do chorume, do metano, dessas coisas todas? Então porque raios deram a autorização? Essa semana explodiu um restaurante aqui no Rio por causa de um vazamento de gás. Não podia ter bujão e tinha, não podia funcionar restaurante e funcionava. E a fiscalização? Vai saber… Em resumo: vivemos em cima de uma grande bolha de pum. E o pum, você sabe, um dia sai. O Poder Público, perdoe-me o trocadilho infame, quer mais é que a gente se exploda!

O terceiro mico é o… o…. ih! esqueci. É o Mico Fatinha.

PS: se eu lembrar, faço um aditamento, tá? Foi mal.

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