Fatinha

Voltando de Cancun

In humor on 10/11/2013 at 10:03 PM

Querido Brógui,

Até levei meu netbook para lá, mas, absurdamente, o resort all inclusive, não era all inclusive, era quase all, faltava o acesso à internet, cobrado por um valor proibitivo. Então, vou tentar contar alguma coisinha, começando pelo cão farejador no aeroporto de Cancun que deixou meu jeans cheio de meleca e, obviamente, não achou drogas.

Depois, ainda na imigração, fui obrigada a ouvir um mexicano com cara de mexicano cantar “ai se eu te pego”. Três vezes. E eu, fazendo cara de paisagem, com vontade de soltar meia dúzia de impropérios. Tem gente que não respeita o uniforme que veste, nem o país que representa. Isso sem contar que eu odeio essa música (?)!.

Saindo da imigração, abordagem de uma dona que falava sem parar, oferecendo pacotes turísticos mais baratos. A primeira de uma centena. Fiz um pacto com minha comadre de incluirmos nas nossas metas – comer, dormir e torrar -, mais uma: aturar apenas um estelionatário por dia. E não faltam. Até um título de sócio do Hard Rock tentaram vender.

Os nativos que trabalham com a turistada brasileira falam um portunhol perfeito, o que diminui o problema com a comunicação. O sotaque é carioca, arrastado, chiado. Ótimo. São divertidos e amáveis. Os vendedores de rua, chatíssimos, mas não podia ser diferente têm que ganhar o pão de cada dia num lugar onde não se produz nada, além de turismo. Os taxistas cobram pela cara do freguês, não há taxímetro e param o carro no meio da rua, no ponto do ônibus, onde quer que vejam um turista parado dando mole, tentando faturar uma corrida. Em dólar.

A propósito, o câmbio também é… digamos… flutuante. Varia de acordo com o negociante. Podemos pagar em dólares, alguns aceitam até reais, mas tem que andar com a calculadora em punho. Complicado e trabalhoso, mas dá pra pegar umas promoções, uns free shops e comprar umas pechinchas.

Os preços? Os passeios são caríssimos, como basicamente tudo por lá. O custo de vida deles é alto, eles têm que repassar tudo para os visitantes e o fazem. Nem água potável Cancun tem.

O clima nessa época do ano é louco, faz sol, fica nublado, chove (inunda, inclusive). Confesso que fiquei com um certo medo de ter que encarar um furacão quando vi a tempestade que caiu no início da semana. Entrei em depressão quando vi a rua cheia, o pátio do hotel transformado em uma piscina. Contornei a depressão lavando umas pecinhas de roupa na pia do banheiro.

Visitei a pirâmide Maia em Chichen Itza, passeio que valeu à pena, não obstante o pior almoço que comi na minha vida e ter que atravessar um corredor de vendedores de regalos desesperados. Os guias contaram histórias interessantíssimas e realmente os Maias conquistaram minha admiração como um povo extremamente culto e desenvolvido.

No outro dia, entrei na piscina para abraçar e beijar um golfinho, que é fofíssimo, tem uma carinha de gente boa. O bichinho tava com o olho roxo, fruto de uma colisão com um colega numa brincadeira. Tadinho, trabalhando, fazendo gracinhas e o olhinho fechado…

Tô meio cansada, um fuso horário de quatro horas pra lá e pra cá em oito dias, dá uma lombeira, e Brógui com lombeira não funciona direito.

Boa noite.

 

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