Fatinha

Em Budapeste

In humor on 17/07/2013 at 3:51 PM

Querido Brógui,

Cheguei ao último destino desta viagem: Budapeste, Hungria. O trem saiu às 11:48. Adoro isso. Fiquei olhando no relógio e não houve atraso. Não, não é porque é Europa. Em Praga o trem saiu depois do horário, a plataforma podia ser qualquer uma, ninguém sabia dar uma porra de uma informação – nem no balcão de informações – o assento marcado era uma ficção. Em Viena, tudo direitinho, como eu gosto. Sem agonia. Bem que me disseram que há países na Europa que não seguem o padrão Fifa de qualidade.

Chato foi a viagem demorar três horas, porque o trem é o maior cata-corno. Faz duzentas mil paradas. O meu vizinho era um barulhento, atendia celular, apitava Ipad, tocava o outro celular. Pra piorar ele ouvia música num outro aparelho, num volume tipo “Nem” ouvindo funk. Lá pelas tantas, lembrei que eu era uma europeia que nasceu no continente errado e pedi pra ele baixar o volume porque estava me incomodando.

É um certo choque sair da Áustria pra cá. Fui fazer um reconhecimento do terreno e fiz a burrada – mais uma – de ir caminhando até o centro histórico. Roubada total! Agora vou e volto de metrô, pra não ter que ver tanta feiura e decadência. Parece um certo país que conheço que é todo maquiado pra receber visitas, mas por baixo da maquiagem, nem banho tomou. Foi uma primeira impressão ruim, mas depois que cheguei onde os turistas belongs, comecei a aproveitar.

Primeira parada: trocar uns euros pelos benditos florins. Cada euro vale mais ou menos 300 florins. Fica fácil fazer as contas: ando duas casas decimais e sei aproximadamente quando dá em reais. Mas dá o maior susto pegar uma nota de dois mil.

Segunda parada: comer. Um bom e velho macarrão sempre é uma boa pedida. Aproveitei pra abrir meus mapas e tentar me localizar. Contei com a ajuda do garçom,  já que o recepcionista do hotel fala um inglês impossível de entender. Senti saudades da recepcionista sorridente. Além de eu não o entender, ele também não me entendeu e a comunicação ficou truncada – não à toa, quase pego o metrô errado, porque perguntei se havia mais de uma linha e ele disse que não. Há três.

Achei o Danúbio, visualizei os dois lados – Buda e Peste. Estou do lado Peste. Acho que amanhã conseguirei me virar bem. Qualquer coisa, sempre há as walking tours (aquele que o guia vai trotando na frente e a turistada bufando atrás), os hop on hop off da vida (é um ônibus turístico que passa pelos pontos principais, você pode descer, dar uma olhada e depois pegar o próximo pra continuar o circuito. É uma ideia interessante.).

Como é o hotel? Quatro estrelas apagadas, é apertadinho, não tem lugar pra pôr a mala, tenho uma espetacular vista para um paredão branco-encardido, mas melhor que o de Praga, ao menos o ar-condicionado funciona.

Ok. Vou planejar o dia de amanhã.


Descubra mais sobre Querido Brógui

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

  1. Tem que lembrar que o padrão Fifa so existe em meia duzia de países. A grande maioria tem problemas como Hungria e Brasil. Mas aproveite seu passeio, aí tem muita hitória, devem ter lugares muito interessantes para conhecer!

    Curtir

  2. É muito bom acompanhar as viagens dos amigos!
    Assim vamos conhecendo o lado bom e o que não é tão maravilhoso, mas sempre se aprende. Sabe como é – tudo vale a pena…
    Bjs

    Curtir

  3. Oi, viajar é bom por isso, nos dá uma medida mais exata da gente e da nossa terra: há lugares padrão Fifa, há lugares nem tão glamorosos assim… Como nossa querida terrinha… Quanto aos hotéis… Gostei das estrelas apagadas. rs Aproveite bastante, que nós vamos daqui acompanhando. Bjs.

    Curtir

FALAÊ!

Descubra mais sobre Querido Brógui

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo