Fatinha

A síntese de um dia perfeito

In humor on 10/10/2010 at 10:15 PM

Querido Brógui,

Ontem foi um dia perfeito, daqueles que merecem uma edição broga. Não apenas pelas coisas que fiz, mas pelas pessoas que encontrei. Lembra daquela ideia de que o melhor do caminho são os companheiros de jornada? Só fiquei chateada porque vi um amigo desencontrado e não consegui com ele falar. Estava de carro, não deu pra parar. Dei uma buzinadinha, mas ele não me deu confiança. (Tito, foi você, viu?)

Comecei o dia cedo, na academia. Lá, na saída, vi uma amiga se acabando na bicicleta – ela é atleta. Não a via há séculos e o mais engraçado é que havia sonhado com ela. Assuntos colocados em dia em breves minutos e a promessa de sempre: tentarmos nos encontrar para conversar com mais calma, no intervalo entre trabalho, família, administração do lar, treinos e toda a gama de compromissos que uma mulher moderna assume. Deixei-a bufando na bicicleta depois de levar uma olhada daquelas da professora que tentava dar a aula de spinning.

Na volta, dei de cara com outra amiga, que mora pertinho de mim, mas pouco conversamos, no máximo um “oi-tudo-bem” de longe. Por coincidência também estivera pensando nela -preciso jogara na loteria. Combinamos de ir à feirinha do Lavradio. Pega ônibus, desce na Lapa, olha daqui, compra dali, abre guarda-chuva, fecha guarda-chuva, tamancos altíssimos comendo meu pé, pastelzinho pra matar a fome.  Programão. Na feirinha encontrei outra figura querida que há muito não via e que é artesã, tem uma barraquinha onde vende seus produtos. Outra rápida conversa, outra promessa de nos encontrarmos com calma.

À noite, convite para ir ao teatro, coisa que não fazia sei lá há quanto tempo. É boa a peça? Lista amiga? Desconto? Roupinha, maquiagem, bolsa, vamos lá. Reencontrei outra pessoa querida, também perdida nas brumas da vida. A peça? Confesso que não a entendi muito bem, nem achei a atuação do grupo muito boa, nem o texto lá grandes coisas, isso sem falar que são quase duas horas numas cadeirinhas pra lá de desconfortáveis. Fiquei pensando se todo mundo ali estava gostando e apenas eu, porque era chucra, não estava. O que dizer ao final do espetáculo para o qual fui convidada e no qual trabalham amigos dos amigos? Não dava pra ser deselegante e desancar tudo, nem passar atestado de burrice. Fiquei aliviada quando depois soube que as impressões eram mais ou menos parecidas com as minhas. Ponto para mim, não sou tão ignorante assim. Saldo? Diversão total. Programa cachorro com pessoas divertidas sempre é bom. Nem que seja pra falar mal.

Fui dormir felizinha pra caramba, acordei melhor ainda.

 

Espero que as pessoas mencionadas nessa edição tenham ficado tão felizes como fiquei.

 

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