Querido Brógui,
Na eterna briga contra a balança, a qual estou perdendo fragorosamente, vez por outra tento comer coisas não-engordativas. O critério é simples, como já disse o sábio Garfield: “Não tem gosto? Então não engorda.”
Outro dia, ao invés de comer duas ou três empadinhas, optei por comer um prato de salada. Confesso que estava gostosa a comidinha e a quantidade de mato fazia com que a porção ficasse da altura daquela que um estivador herbívoro comeria na hora do almoço. Ataquei o pratarraz e, ao fim, soltei um profundo suspiro. Sabe aquela tristeza que dá quando você acaba de encher a pança?
Comentei com minha santa mãezinha, que se encontrava ao meu lado, que nunca tinha pensado que um prato de mato tivesse o poder de enfastiar alguém. Ela então, docemente, observou: “Os paquidermes vivem de comer mato.”
Paquiderme? Minha própria mãe está me chamando de paquiderme? É o final dos tempos. Só de raiva, na mesma hora comi uma fatia de torta na loja ao lado. Já que é pra ficar deprimida, que o seja com a boca suja de chocolate.
FALAÊ!