Querido Brógui,
Cheguei. Atrasada. Caí no overbooking da Air France e, ao invés de desembarcar na terça feira pela manhã, somente cheguei à noite. Não me venha dizer que foi bom passar mais algumas horas em Paris porque essas horas foram passadas dentro do aeroporto, ou melhor, no hotel que fica dentro do aeroporto, então nem deu pra curtir mais um pouquinho da cidade mais encantadora do mundo.
Encarei logo uma baita fila na alfândega brasileira, o que foi bom para começar a me acostumar com os perrengues do meu país. Não, não vou ficar metendo o pau no Brasil. É o meu país amado, com tudo de bom e ruim que traga consigo. Além disso, a fila no Tom Jobim não foi a única que encarei, em Londres tinha duas pessoas na minha frente. Absurdo!
Nos dias que se seguiram à minha reentrada na atmosfera, tratei de tomar pé da situação: trabalho, banco, supermercado, pepinos em geral. Além disso precisei desarrumar mala, fazer uma faxina corporal (desde pintar os cabelos até depilar as pernas, passando por fazer as unhas), telefonar para algumas pessoas. Não resolvi tudo ainda, mas me permiti dormir um pouquinho hoje depois do almoço.
Agora tirei um tempo para brigar com o computador, cujo mouse tive que comprar ontem, o antigo faleceu durante minhas férias. A briga toda se resume à pura ignorância. Nunca tive o hábito de tirar fotos, então não estou tendo muita facilidade com essa coisa de salvar, colocar no álbum, mandar pra internet. Mas eu chego lá. Aguarde, pois vou lhe brindar com as mil setecentas e dez fotos que tirei. A maioria não está lá grandes coisas, como já pude observar, mas sei que será condescendente com minha pessoa: primeira viagem, primeira máquina fotográfica, primeiras fotos.
Vou fazer algumas edições ainda comentando a viagem. Desculpe se o tema for repetitivo, mas foram quarenta dias e quarenta noites. Tem que render alguma coisa, não?
FALAÊ!