Querido Brógui
Finalmente chegou a chamada meia-estação e eu já estou começando a me inteirar do que vai se usar esse ano. Fútil, eu? Sim, Querido, Frivolidade é meu nome agora.
Já tinha cantado essa pedra há alguns meses, mas agora, é pra valer. Abrir o jornal, ou melhor, nem abrir, ver logo na primeira página o que anda por aí, em particular no nosso país varonil, tava me dando depressão. É um desfile de mortos-vivos, parece filme de terror. Aquelas figuras outrora banidas da política, estão por aí, pelos corredores do Brasília, rindo de orelha a orelha (eu também estaria, se lá tivesse sido colocado de volta pelos braços do povinho de mierda que votou em mim, mesmo sabendo ser eu um desclassificado).
A bandalheira, a roubalheira dos cofres públicos, a cara de pau com que as figuras justificam o injustificável, é pra deixar qualquer budista de cabelo em pé, querendo parar na primeira favela, comprar um metralhadora de uso exclusivo do exército e mandar ver.
O senador dizer que o fato de emprestar o celular do Senado pra filha que ia viajar pro México de férias foi uma atitude de amor paterno foi o fim da picada. Tudo bem, mande sua filha pra onde quiser, com quantos celulares quiser, mas não queira me convencer que eu tenho que pagar a conta. Não satisfeito, ele ainda disse que pagou a fatura do celular, mas se recusou a mostrar o recibo porque isso era uma invasão de privacidade. Como assim? Dar conta do dinheiro público é questão privada agora?
Somando-se aos bandidos de terno, temos agora a nova moda da pedofilia, do assassinato de ex-mulheres, do tiroteio no meio da rua em plena luz do dia, dos habeas corpus distribuídos a torto e a direito a qualquer um que tenha dinheiro pra pagar um bom advogado, da queda de braço entre o poder público e aqueles que acham que tudo bem destruir a Mata Atlântica pra construir casas ou fazer puxadinhos no meio da calçada.
Então, como eu sou pacifista, decidi, desta vez é pra valer, que meu mundo agora será o mundo das celebridades, dos desfiles de moda, das dicas sobre beleza. Pra não dizer que vou emburrecer de vez, restam-me os livros, mas nada de livro-cabeça sobre a vida miserável das mulheres indianas ou muçulmanas, nem nenhum estudo analítico acerca da repercussão sócio-econômica do aquecimento global na vida das crianças molestadas sexualmente.
E ponto final, que essa conversa tá muito intelectual pra mim.
Simplesmente genial.
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Fatinha:
Adorei este texto!
Publiquei hoje lá no Duelos, ok?
Tá aí o link:
http://duelosliterarios.blogspot.com/2009/04/chega-de-desgraceira-por-fatinha.html
Valeu, Fatinha!
Um enorme abraço!
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Querido André
Atendendo a pedidos dos Bróguis da terceira idade, aumentei o tamanho das letras pra facilitar sua vida. Além disso, a última moda em Milão é usar acessórios extrasize.
Bjs
Paz
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Gostei do “letrão”…………..
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Querida Craudinha
Para lavar cabelos lisos e finos como os seus, use shampoo infantil,que não os danifica.
Bjs
Paz
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Tô contigo e não abro, ultimamente a realidade anda tão absurda, tão inverossímil, que é melhor se refugiar na fantasia, no sonho, na moda outono-inverno, na última de Paris… Aliás, ser intelectual cansa muito a cútis… rs rs rs
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Xadrez é “mara”…
hehehehehehe
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Querida Vevê
Sabe o que eu li hoje na Marie Claire? O xadrez vai bombar nesse outono-inverno. hehehe
Bjs
Paz
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Com tudo o que você falou sobre política, fiquei deprimida! Só que eu acredito na ironia deste post, não acredito que você vá emburrecer assim!!!
Este foi o post mais intelectual que li!
Beijos!
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