Fatinha

Minha vida tá tão boa

In humor on 11/12/2017 at 4:49 PM

Querido Brógui,

Este post fica mais legal ouvindo este fundo musical. Pode dançar também. E cantar. A letra é facinha. Se conseguir ler, ouvir, cantar e dançar ao mesmo tempo, ganha o prêmio Brógui do Ano.

Este ano foi corrido, como todos. Acho até que correu mais rápido. Eu corri rápido, corri muito, acabo o ano exausta. Mas sabe de uma coisa? Foi um ano muito legal pra mim.

Estou de bem comigo, acho que estou uma pessoa melhor, acho que estou menos chata, um pouquinho mais tolerante (um pouquinho já é alguma coisa). Bem, a impaciência continua. Não aprendi ainda a esperar e aceitar que o tempo do mundo não tem que ser o meu tempo. Continuo exigindo muito de mim, mas estou conseguindo me perdoar e (finalmente) sacar que sou humana (demasiadamente humana, como disse Nietzche).

Estou de bem com meu corpo. Depois de muito brigar contra a natureza, decidi me juntar a ela. Calma. Não vou me largar. Continuo vaidosa. Só que (finalmente) aceitei que o tempo passa. E com a passagem do tempo, as coisas mudam mesmo. Não dá pra querer ser como há vinte ou trinta anos atrás. Vou ser bonita e gostosa agora, com a idade que eu tenho (aliás, cá pra nós, sabe que me olho no espelho e acho que estou cada dia melhor?). Algumas batalhas já foram perdidas mesmo. E daí? Os hormônios descacetaram, as celulites tão alí e não vão embora, a pele vai perdendo um pouco da firmeza (tento compensar com meu caráter), meus cabelos brancos são bonitos, brilhosos, cor de prata (tô no projeto “xô tinta”, vamos ver que bicho que dá). Vou pra academia pra não entrevar, pra injetar serotonina nas veias, mas não pra ser madrinha de bateria.

Estou de bem com meus amigos. Os melhores, mais legais, mais divertidos, mais inteligentes, mais crocantes do mundo. Amigos de todas as idades, orientações, credos. Todos lindos, especiais, únicos. Todos escolhidos e colhidos ao longo do tempo. Não nos vemos sempre? Ou quase nunca? É chato, mas eles estão ali. E eu estou aqui. E vez por outra a gente se fala como se tivesse se falado ontem. Em meia hora faz-se o resumo de tudo, rimos até ficar com dor no maxilar, nos abraçamos, trocamos energia positiva. Prometemos não nos perder e não nos cobramos um suposto abandono.

Consegui realizar um sonho. Comprei meu Microcosmos. Agora o próximo sonho é deixá-lo bem bem bonitinho, bem aconchegante. Pra quê? Ter o meu canto ora, do meu jeito. Aí todo mundo faz a mesma pergunta: “E os seus pais? Como vai ser?”. Vai ser como é possível ser. O Microcosmos é pertinho, vai ser um pé lá outro cá. Chato? Não. É ótimo. Tenho meus pais vivos e este ano (finalmente) aceitei que isso não é apenas um fardo (sem hipocrisia, quem cuida de velho ou de criança sabe que a tarefa é pesada). Ter meus velhinhos comigo é uma bênção. Claro que reclamo (e muito), claro que toda a minha vida é em função deles, mas estou de bem com isso também. O Microcosmos será meu refúgio, meu retiro, minha casinha de boneca pra eu brincar com meus amigos.

Por fim, mas não menos importante, estou de bem com o amor. Fiz as pazes com Eros e Afrodite. Depois de ter oficialmente pendurado as chuteiras, batido no tatame, pedido pra sair, encontrei meu Namoradinho das Galáxias (por que este codinome? porque ele mora a 40 km de distância de mim, praticamente em outra galáxia e também porque ele é o melhor namoradinho de todas as galáxias conhecidas e desconhecidas). Ele é perfeito? Não. Nem eu sou. Mas somos perfeitos juntos. Vivo este amor um dia de cada vez. Não faço planos para um futuro muito futuro (ele faz e eu acho isso fofo demais). Difícil foi aprender a falar no plural depois de tanto tempo single. Mas acho que aprendi.

Conseguiu ler, ouvir, cantar e dançar? Posso colocar seu nome na premiação do Brógui do Ano?

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