Querido Brógui

As coisas mais sem-graça da vida podem ser muito engraçadas também

Ô, preguiça!

Querido Brógui

Tenho andado com preguiça de escrever. Estava meio que me sentindo culpada por isso, afinal de contas, assim como a maioria da pessoas, fui educada para pensar que preguiça é uma coisa feia. Isso ficou tão arraigado em mim que até nos domingos, o dia universal da preguiça, eu levanto cedo para não fazer nada porque tenho a sensação de que não fazer nada de pé é menos ruim do que não fazer nada deitadinha embaixo dos lençóis.
Então, hoje estou assumindo publicamente meu lado preguiçoso, aquele que quer que o mundo acabe em barranco para poder morrer encostado. Não sem culpa, é claro. Anos de terapia ainda não conseguiram me livrar desse sentimento cada vez que sucumbo ao doce far niente.
Muito a contragosto, liguei o computador pra dar uma olhadinha na minha caixa de entrada. Vixe! Coisa que não acaba mais, deu até vontade de chorar. Deixei isso pra amanhã, no melhor estilo Scarlet O’Hara e fui cair na página do Mário Quintana, de quem eu sou fã. Sabe o que eu achei? A seguinte frase: “A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.”
Fiquei aliviada. Se Mário Quintana que é Mário Quintana vê algum valor na preguiça, não sou tão má pessoa assim.

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Comentários

Uma resposta a “Ô, preguiça!”

  1. Fatinha:
    Hoje postei este no Duelos, ok?
    Link: http://duelosliterarios.blogspot.com/2010/11/o-preguica-por-fatinha.html
    Valeu mesmo!
    Abração, ótimo feriado e maravilhosa semana!

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