Fatinha

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A porquinha

In humor on 14/01/2021 at 10:16 AM

Querido Brógui,

Achei uma porquinha na minha sala. No chão da sala do Micro, que é meu pedaço do Paraíso aqui na Terra. Ele é a coisinha mais fofa do mundo, meio fashion, meu casinha de boneca, meio baguncinha de um lar. Meu Microcosmos. Do meu jeitinho, como sempre sonhei. Bem… estou divagando. Começarei de novo.

Achei uma porquinha na minha sala. Já era noitinha, tinha acabado de encerrar meu expediente. O tal do home office que todo mundo pensava antes que era a maior molezinha. Trabalhar em casa, não ter que enfrentar trânsito, não ter que acordar mais cedo para se arrumar. Ficar em casa com roupinha de ficar em casa, sem maquiagem, sem se preocupar se o cabelo está no bad day. Fomos enganados. Tem esta parte legal, mas tem aquela parte que ninguém nos contou que é fazer o trabalho para o qual somos pagos e ao mesmo tempo lavar, passar, cozinhar, fazer faxina, ver o que está faltando em casa, fazer as compras pela internet, etc, etc, etc. Temos hora pra entrar, mas não temos hora pra sair. Se houver uma demanda aos 45 do segundo tempo, temos que atender. De todo modo, no frigir dos ovos, eu estou gostando muito. É. Todas as coisas acabam se organizando, os horários e tudo o mais. A única coisa que não gosto é que perdi o ar-condicionado. No verão do Rio de Janeiro, chegar ao trabalho e vestir um casaco era tudibom. Enfim… estou divagando de novo. Começarei de novo.

Achei uma porquinha na minha sala. Tive que montar uma estação de trabalho, comprei uma mesinha, poltrona espadar alto, desktop, coloquei meus lápis numa latinha de Coca-Cola antiga, daquelas que ainda eram de lata mesmo. Ficou uma graça ainda que o espaço seja pequeno – não estava planejado montar um escritório no meio da sala – e consegui acomodar tudo em 90 cm. Nada como pouco espaço para otimizarmos a ocupação. Nenhum centímetro é desperdiçado. Tudo é milimétricamente arrumado. Eu, acostumada com casa grande, nunca dei importância a estes detalhes. Agora, sou a mulher da trena, não tenho lugar pra entulhar nada (a propósito, tenho que desocupar o box do banheiro social, que está servindo de armário para umas coisinhas). Lá em casa, temos um brechó. É de dar medo. Só em pensar em selecionar e arrumar e se desfazer de tanto troço, fico toda arrepiada. Putz… Divaguei de novo. Começarei mais uma vez. Agora vai.

Achei uma porquinha na minha sala. Não uma porquinha de verdade. Quero dizer, não uma porquinha viva. É uma porquinha daquelas que servem para enroscar um parafuso. Uma porquinha até bonitinha, pequena, sextavada, cutcut mesmo. Como ela veio parar no meio da sala? Caiu de algum lugar e neste lugar há um parafusinho solitário, desprotegido, solto ao léu, chorando pela sua porquinha perdida. Me corta o coração pensar no pobre parafusinho pensando no porquê de ter sido abandonado pela sua amada porquinha. O que ele fez de errado? Por que ela foi embora? Nós éramos tão perfeitos juntos, nos completávamos, nos ajustávamos, éramos tão próximos um do outro e de repente ela foi embora.

Parafusinho querido. Não fique triste assim. Você não fez nada de errado, não entre nessa onda de culpa e remorso, tá? Estou ajudando a sua porquinha a voltar pra você. Ela não o abandonou, caiu no chão sem querer. Pode ter sido um movimento brusco, uma folga no aperto, mas foi um acidente. Ela sente saudades também e está doida para vê-lo de novo. Desde ontem estou procurando por você para juntá-los novamente e tenho certeza de que vou encontrá-lo. Você não pode estar muito longe. Ela está bem, guardadinha aqui em cima da mesa. Um pouco nervosa, preocupada com você, mas já falei pra ela que tudo vai dar certo. O amor de vocês é lindo, a maneira como convivem harmonicamente, cada um fazendo seu papel, sem nunca terem entrado em conflito. Ajustados num abraço bem apertadinho. É a perfeição que todos os amantes procuram e poucos encontram. Vocês encontraram. Foram feitos um para o outro e nada vai mantê-los afastados por muito tempo. Prometo que vou encaixá-lo na sua amada porquinha em breve.

Confie. Tenha fé. Não perca a esperança.

E tem que regar todo dia

In humor on 13/01/2021 at 11:27 AM
Broguinhos! Bora cantar, dançar e sorrir!

Querido Brógui,

Alguns vão lembrar desta música. Quem nunca ouviu, nunca é tarde para conhecer A Cor do Som. Banda criada em 1977, por músicos que acompanhavam Moraes Moreira quando ele saiu dos Novos Baianos. Mú, Dadi, Armandinho, Ary Dias, Gustavo Schroeter. Galera abençoada, que trouxe – e ainda traz – alegria.

Em tempos de tomatomatomatoma sentasentasentasenta, é uma bênção escutar algo que realmente vale à pena. O amor precisa para viver de emoção e de alegria e ter que regar todo dia. A rotina é a grande vilã, assim como a distância, o excesso de ocupações, a preguiça, o cansaço. Mas o amor Sim, é como a flor. Uma semente que tem que ser cuidada, paparicada, olhada. Não basta plantar e largar pra lá. Até um cacto tem que ser regado vez por outra.

Plantar amor é até fácil. Difícil é conservar e não deixá-lo morrer. Dá um trabalhão, mas trabalhão que dá prazer e muita muita alegria. Quantos têm o privilégio, como temos, de ter amores de anos, décadas? Amores que criam laços que, como disse Mário Quintana, não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. Amores regados de amor. E fé. E esperança.

Fé e esperança – Mamãe sempre falava isso. Ter fé e esperança. Fé é uma convicção. É acreditar, mesmo sem provas, mesmo que todas as evidências apontem em outra direção. Ter fé é esperar que o que queremos que aconteça, vai acontecer. Esperar com fé é ter esperança. Confiança na possibilidade. Fé e esperança andam de mãos dadas. Não consigo ver uma sem a outra. No jardim da fé eu já plantei um pé de esperança.

À fé e à esperança acrescento o amor. Fé e esperança plantados no amor. Aquele amor que vem em várias formas. Amor de amigo. Amor dado e recebido de pessoas que nem conhecemos direito. Amor de casal. Amor de familiares. Amor via internet. De máscara. No olhar, na voz. Qualquer maneira de amor vale à pena. Qualquer maneira de amor valerá.

Na linha guru espiritual, a ordem de hoje é escutar A Cor do Som, cantar junto, levantar da frente do computador e dançar. Larga tudo. Para tudo. Solte a franga. Quando acabar a música põe pra tocar de novo, de novo, de novo, aumenta o volume, cante mais alto, pule, pule, pule – até o vizinho estressado ameaçar chamar a polícia porque você endoidou de vez. Aí você bota a cara fora da janela e canta pro vizinho.

Um abraço de laço, Broguinho.

PS: De brinde, segue Mário Quintana

O Laço e o Abraço (Mário Quintana)

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço…
Uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e
pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo
cercado de braço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando…
Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
E saem as duas partes, iguais meus pedaços de fita, sem
perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso…
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

Longe, sim. Separados, nunca.

In humor on 06/01/2021 at 10:06 PM

Querido Brógui,

A maldita pandemia impôs (pelo menos para as pessoas sensatas) o tal do isolamento social, que, para mim significa não poder estar com as pessoas que amo. Não poder estar junto pra rir, falar bobagem, fazer visitas, sair pra passear, ir para feirinha, pegar uma praia ou sentar num banquinho de praça pra ver o tempo passar.

Não poder estar junto implica em também não poder abraçar. Não poder abraçar é um comportamento antinatural para mim. Sempre fui abraçadora. Sempre gostei de agarrar bem apertado, quebrando as costelas, sentindo aquela energia boa passar de um corpo para o outro. Não é aquele abracinho nojinho, é abração mesmo, é se pendurar no pescoço do outro e sentir acolhimento, carinho, afago, segurança.

Todo mundo que conheço vez por outra se queixa da solidão, de saudades. Um suspiro melancólico escapa sempre. Mesmo quem não mora sozinho, sente a solidão. Sente falta de outros além daqueles com quem divide o teto. Sente falta de renovação, reclama que o assunto acaba e o silêncio vem. Normal. Difícil encontrar assunto novo pra conversar com alguém que está confinado no mesmo espaço 24 horas por dia por longos e longos meses. Haja criatividade! E mais difícil ainda é inventar assunto que não seja morte, doença, vacina, 2ª onda, tô de saco cheio, tô estressado, tô cansado e por aí vai. A conversa roda, roda e acaba no mesmo assunto. Deprê total.

Mas, Querido Brógui, como assumi a missão de ser seu guia espiritual mesmo estando tão na merda como você, o assunto de hoje é a existência do abraço de longe. O abraço que vem pelo telefone em ondas de empatia. O colo que vem por escrito. O amor que vem só na voz. Aquela abençoada chamada de vídeo na qual você chora e o outro puxa o lencinho. O abraço que vem dos anjos personificados nos amigos.

Hoje tive um dia péssimo. Gastei dois rolos de papel higiênico secando lágrimas e assoando o nariz. Tive falta de ar, dor de cabeça, tremedeira. Um horror. Por outro lado, tive um dia ótimo.

Tá doida, Brógui?

Tô não, Brógui.

Tô na merda, mas tô legal. Tô na merda porque estou sofrendo. Tô legal porque o sofrimento foi apaziguado pelos meus anjos. Sim, acredito em anjos. Não aqueles gorduchinhos com asinhas, mas aqueles que Deus coloca no meu caminho nos momentos de desespero. Incontáveis vezes os anjos me acolheram. Muitos de vocês provavelmente já foram anjos na minha vida e nem sabem disso, mas eu sei.

Então… Hoje, meus anjos vieram me acudir, me consolar, me guiar, passar a mão na minha cabeça e aliviar minha dor. São aqueles amigos que estão longe, sim. Separados, nunca. Aqueles que nem entendem bem o que você está dizendo ou do que você está falando, mas vão pegando uma ideia aqui, outra ali, concluem que tá feia a coisa pro seu lado e tomam para si a difícil e árdua tarefa de segurar sua mão a quilômetros de distância e puxar você pra fora da piscina de lágrimas antes que se afogue.

Aqueles serem humanos metamorfoseados momentaneamente em anjos ouvem, falam, não ouvem direito, mas falam assim mesmo, mandam inspirar, expirar e não pirar. Mandam assoar o nariz abrindo a boca pra não estourar os tímpanos. Mandam comer porque você precisa se alimentar e ficam esperando pra ver se comeu mesmo. Mandam dormir, ver um filme besta pra distrair, tomar chá de camomila. Ficam ouvindo você chorar, soluçar e só desligam o telefone quando a situação parece mais ou menos sob controle. Enviam mensagens pra checar se conseguiu descansar um pouquinho, se tomou o remedinho para dor de cabeça ou se tá precisando de mais papel higiênico. Depois ligam mais uma vez, mandam mais mensagens só pra saber se tá tudo bem ou se o drama começou de novo.

E, depois da tempestade, vem a bonança (que significa tranquilidade, acabei de olhar no dicionário). Vem aquela certeza de que tudo vai dar certo. Aquela sensação de que o pior já passou, não houve naufrágio, o barquinho continua seu rumo em direção ao lindo por de sol. Nos remos, meus anjos. No leme, este Brógui que aqui escreve sem deixar uma lagriminha cair.

Assim somos nós, Broguinho: longe sim, separados, nunca.

PS: Deixem comentários, coloquem estrelinhas, encaminhem o post pra seus contatos. As ferramentas estão logo abaixo do texto. O Brógui tá carente, precisando de abraços dos seus anjos.

Autoajuda

In humor on 05/01/2021 at 7:35 PM

Querido Brógui,

Acordei hoje com esta música. Não fui acordada por esta música. Por incrível que pareça, hoje o vizinho taxista que trabalha na madrugada desligou o rádio antes de estacionar embaixo da minha janela. Acordei com esta música porque ela estava no meu sonho.

Havia muitas pessoas, todas sentadas no chão, em silêncio, usando máscaras. De repente, assim de repente – como em todos os sonhos – começou a tocar esta música – acho que apareceu um DJ (!) – e eu me levantei de um pulo – coisa que só mesmo em sonho eu conseguiria fazer – e comecei a dançar. Acordei.

A primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu precisava escrever pra você. Precisava contar o meu sonho.

“É a vida, é bonita e é bonita.” Gonzaguinha escreveu isso em 1982. Há 39 anos, o que estamos vivendo não passaria de um roteiro batido de filme catástrofe, daqueles bem desgracentos, cheio de lágrimas, gritos e um final geralmente feliz. Jamais pensaríamos que respirar se tornaria algo tão perigoso, que viver se tornaria algo tão perigoso, que uma normal ida ao mercado se tornaria uma aventura.

O ano de 2020 foi phodda pra todo mundo, para uns até mais do que para outros (?). Sofrimento se mensura (?). O meu parece maior do que o de todo mundo porque é meu. Simples assim. Só eu sinto e dizer que consigo imaginar o do outro é balela. Posso ser solidária, companheira, amiga, ouvir, dar palpite, consolar, segurar a mão (não, segurar a mão é coisa do passado, a menos que esteja usando luvas), mas só quem sente sabe o que sente.

Perdemos pessoas próximas ou mais ou menos próximas ou distantes mas que são próximas de alguém que é próximo de alguém próximo. Os consultórios estão lotados de gente que está somatizando e adoecendo. É. Não podemos esquecer que as demais mazelas continuam aí. Não tem doença esperando a pandemia acabar para dar as caras. Desemprego, miséria, desigualdade sempre existiram (e tá pior). Preços subindo, coisas faltando, gente se aproveitando da desgraça para enricar mais ainda e se esconder dentro de uma bolha hiperbárica, estéril e confortável. Um bunker maravilhoso e virus free. Por outro lado, outros indo pra gandaia mesmo, sem máscara, sem cuidado algum porque encheu o saco de ficar trancado em casa e com a certeza de que o vírus só pega no vizinho e não dando a mínima se vai contaminar alguém.

Os psicólogos e psiquiatras estão fazendo hora extra pra dar conta da renca de gente deprimida, ansiosa, com todas as síndromes de que já ouvimos falar e mais algumas que estamos conhecendo agora. Aumentou ou número de drogados, sejam as drogas lícitas ou ilícitas. Gente buscando a fuga ou o consolo ou um fugaz esquecimento, ou alívio. Tanto faz. É gente em sofrimento.

Ok, tá difícil de ver a boniteza da vida, mas bora procurar a beleza no fato de estar vivo? Bora lembrar que somos sobreviventes de uma pandemia (sequelados, mas sobreviventes)? Bora celebrar? Não é possível que você não tenha vivido um minutinho sequer de alegria durante o ano todo. Viveu? Lembrou? Então seja grato pela vida, que é bonita pelo simples fato de ser vida.

E Gonzaguinha canta que a vida devia ser bem melhor e será. É isso que precisamos repetir como um mantra. Talvez, pela repetição, consigamos nos convencer de que há esperança de um dia nos abraçar de novo e nas conversas mencionar algo como “nos tempos da pandemia…”. A vida será melhor. Veremos/teremos uma vida melhor porque estamos aprendendo a olhar para ela com outros olhos. Temos agora a oportunidade de uma mudança radical de paradigmas e reavaliar o que é realmente bom, necessário, legal e o que não é. Podemos mudar nossos valores e quem sabe agora consigamos perceber o que realmente importa. Bem… ao menos espero que você, Querido Brógui, consiga, como eu sei que vou conseguir. Vou me convencer disso e isso vai se tornar real.

E, falando em convencimento, comecei a ler um livro ontem. Um livro de autoajuda. É, Broguinho, cheguei ao fundo do poço, lendo livro de autoajuda, o que sempre reputei como uma sequência de baboseiras que alguém escreve para ganhar dinheiro e nos dizer que tudo o que fazemos está errado e dando soluções milagrosas para nossa vida porque somos estúpidos demais para perceber o óbvio.

De todo modo, uma das coisas que li ontem foi que a única vantagem de se estar no fundo do poço é que só tem uma direção possível: para cima. Bacana. Inspirador. Dá um gás, mas ouso discordar. Não há apenas uma direção possível. Ainda há outra opção: cavar mais e tornar o buraco cada vez mais fundo. A vida é assim, é feita de escolhas, não dá pra escapar disso. Pequenas ou grandes, é o que passamos a maior parte do nosso tempo fazendo. E, uma vez a escolha feita, já era. Não dá pra apertar o ctrl x e deletar e querer reescrever a história da sua vida. É aceitar que o efeito borboleta já está acontecendo.

Como seria a minha vida se tivesse feito outras escolhas? | O arrumadinho

Não sei quem criou este quadrinho, mas é genial. Como seria se eu tivesse entrado à direita ao invés de entrar à esquerda? Onde eu estaria? E se eu tivesse casado ao invés de comprar uma bicicleta? Este é o típico pensamento inútil, que apenas consome energia, oxida nossos neurônios e faz com que entremos num loop infinito sem concluir absolutamente nada. Conheço você, Querido Brógui, e tenho certeza de que já fez isso alguma vez e ficou se consumindo na lava do arrependimento, da culpa, do coitadismo.

E aí vem Gonzaguinha me visitar no meu sonho e me lembrar que “é a vida, é bonita e é bonita.” Aquele livro que estou lendo diz da importância do otimismo. Pensar positivo, pra cima. Ser pessimista é fácil. Não nos faltam motivos. Quero ver é ser otimista em meio ao caos. Este é o desafio que faço a você, Querido. Alimentando o pessimismo, se ainda não está no fundo do poço, está prestes a cair nele. Aliás, se está lendo atentamente esta edição autoajuda, refletiu acerca de minhas sábias palavras e chegou sua leitura até este ponto, lamento informar: você já está no fundo do poço, aceitando conselhos de qualquer um, até os meus.

Fique bem, se cuide.

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