Fatinha

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Outras coisinhas

In humor on 22/08/2009 at 8:34 AM

Querido Brógui,

Aqui em casa nunca faltaram livros. Tivemos a sorte de nascer em uma família de leitores compulsivos. Na escola também tinha a tal da leitura obrigatória, o que, apesar dos pesares, nos apresentou aos clássicos. Digo “apesar dos pesares” porque entendo que ler um livro para fazer uma prova em nada contribui para a formação do hábito de leitura. De todo modo, isso nunca foi problema para nós, porque o prazer de ler já existia desde o berço, era só uma questão de unir o útil ao agradável.
Onde eu quero chegar com isso? É o seguinte: onde eu estudava, sempre mandavam ler um ou outro volume de uma coleção chamada “Para gostar de ler”, a qual continha uma coletânea de crônicas de diversos autores. Juntei essa lembrança com a vontade que sempre tive de colocar no Brógui alguns textos de minha predileção, mas sem misturar com os de minha autoria (não sou tão pretensiosa a ponto de querer me nivelar com a nata da literatura). Hoje achei a solução.
Futuquei o tal do painel de controle do WordPress e, não me pergunte como, descobri que podia abrir uma página dentro do Brógui. Então, se tiver a fim, dá uma olhadinha no canto direito aí da sua tela. Alí vou fazer minha coletânea pessoal sob o título “Outras coisinhas”. Que tal?

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O paquiderme

In humor on 22/08/2009 at 2:03 AM

         Querido Brógui,

          Na eterna briga contra a balança, a qual estou perdendo fragorosamente, vez por outra tento comer coisas não-engordativas. O critério é simples, como já disse o sábio Garfield: “Não tem gosto? Então não engorda.”

         Outro dia, ao invés de comer duas ou três empadinhas, optei por comer um prato de salada. Confesso que estava gostosa a comidinha e a quantidade de mato fazia com que a porção ficasse da altura daquela que um estivador herbívoro comeria na hora do almoço. Ataquei o pratarraz e, ao fim, soltei um profundo suspiro. Sabe aquela tristeza que dá quando você acaba de encher a pança?

         Comentei com minha santa mãezinha, que se encontrava ao meu lado, que nunca tinha pensado que um prato de mato tivesse o poder de enfastiar alguém. Ela então, docemente, observou: “Os paquidermes vivem de comer mato.”

         Paquiderme? Minha própria mãe está me chamando de paquiderme? É o final dos tempos. Só de raiva, na mesma hora comi uma fatia de torta na loja ao lado. Já que é pra ficar deprimida, que o seja com a boca suja de chocolate.

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